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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Por que devemos atentar para os sinais?


 

Um sinal pode ser descrito como um elemento que serve de advertência, possibilitando um reconhecimento prévio de alguma coisa. Nesse particular, entendemos que Jesus falou de sinais comuns, que fazem parte dos acontecimentos triviais da vida, levando os homens a fazerem suas previsões, como é o caso da meteorologia (Mt 16.2,3), e os sinais de categoria espiritual, esses alertam para o aspecto escatológico da vinda de Cristo e implantação do seu reino.

Os sinais, na categoria escatológica, não devem ser temidos pelos crentes, seu objetivo não é criar confusões, temor, especulações, antes, Jesus quer que os observemos para entendermos que seu grande reino se aproxima (Mc 13.28,29).

Muitas confusões estão surgindo na observação desses sinais pelo fato daqueles que o analisam não atentarem para o que Jesus falou: a importância do discernimento deles. É óbvio que os sinais naturais servem para nossa época ou tempo (Lc 12.54,56), mas existem os sinais que apontam para a vinda de Cristo, tanto para sua primeira vinda como o Messias, como também para a segunda vinda, na qual Ele se revelará ao mundo como o grande rei.

Os milagres operados por Jesus e seus discípulos não tinham um fim em si mesmo, antes declaravam que o reino havia chegado (Mt 12.28; Jo 20.30.31; At 5.12; Rm 15.19). Precisamos entender que duas coisas caracterizam os sinais: os milagres divinos e os acontecimentos comuns, isso porque nos acontecimentos comuns desta vida podem estar presentes os sinais do reino, daí a necessidade de se analisar os sinais conforme Jesus falou.

Há um propósito divino em conceder os sinais para o seu povo: a certeza da vinda do seu reino, isso gera conforto, alegria no coração do crente transformado, pois sua mente passa a compreender de fato que Deus está trabalhando para implantar sua nova ordem, seu governo divino na terra. Jesus falou, quando deu explicação de alguns sinais aos seus discípulos, que eles deveriam alegrar-se, pois a redenção estava próxima (Lc 21.25-28).

Os sinais, quando bem analisados, deixam claro que o reino de Cristo já está entre nós, especialmente na vida daqueles que se renderam a Cristo como Senhor e salvador (Lc 17.21). Mas os sinais também têm seus aspectos escatológicos, apontando para a vinda do reino futuro Cristo.

A prova de que os sinais são tão evidentes nos nossos dias é que existe uma luta constante entre a luz e as trevas. Dessa batalha Paulo falou com muita precisão, deixando claro que sua natureza é puramente espiritual (Ef 6.12). Estamos vivendo em um mundo onde as pessoas estão fazendo de tudo para tirar Deus do centro, para que a Bíblia seja descartada, disso Paulo já falava também.

A expressão “sinais dos tempos” refere-se à época atual, nesse intervalo entre a primeira e a segunda vinda de Jesus Cristo. Essa nossa época, até a vinda e manifestação de Cristo, será marcada por essa grande batalha espiritual, da qual Paulo falou, e podemos asseverar com base bíblica que nada vai melhorar, e sim piorar, por isso estamos presenciando uma geração que se afasta de Deus (2 Tm 3.1-5).

Acima mencionamos que os propósitos dos sinais não são para ficarmos criando especulações sobre o Dia da volta de Cristo, pois ao longo da história da igreja muitos aventureiros procuraram datar o seu retorno através de cálculos, dentre esses citamos as testemunhas de Jeová, que afirmaram que os últimos dias iniciaram-se em 1914.

Os sinais realizados por Jesus e os acontecimentos habituais, buliçosos, declaram que a vinda de Cristo se aproxima, esses sinais começaram a acontecer desde a primeira vinda de Jesus, deles os discípulos foram alertados (Mt 24.6), assim, entendemos que naquela época esses sinais já estavam presentes, de modo que o elemento tempo, ou o quando eles aconteceriam é entre a primeira e a segunda vinda de Jesus Cristo.

Uma prova clara de que os sinais já estavam presentes nos dias dos discípulos é bem reforçado por João (1 Jo 2.18), tais sinais vão prosseguir até a segunda manifestação de Cristo. Lendo Mateus 12.28 entendemos que, por causa de sua primeira vinda, Jesus já está reinando, desse modo os sinais passaram a fazer parte de todos os acontecimentos que se desenrolam no cenário humano, de modo que eles perdurarão até a sua segunda vinda.

Em uma análise bem precisa de alguns textos do Evangelho, podemos entender claramente que Jesus falou de acontecimentos que serviriam como sinais para o tempo do fim (Mt 24; Mc 13; Lc 21), mas Ele vaticinou sinais que teriam ligações direto com seu ministério, que envolveria lutas, perseguições e traições (Mt 26.27; Lc 22.23).

            Os sinais estão acontecendo constantemente, porém, é de grande relevância que o cristão não se torne um neurótico em suas análises, nem fique dando crédito a todo tipo de acontecimento como se fossem realmente sinais da volta de Jesus. Paulo falou que não é qualquer sinal que de fato está relacionado com a vinda de Jesus (2 Ts 2.9), tal posicionamento é reforçado pelo apóstolo João (1 Jo 4.1).

Portanto, como cristãos aguardemos a volta de Jesus com alegria, sabendo que nossa redenção se aproxima, e que logo, logo, Ele trará justiça e juízo contra todos os males presentes no mundo (Rm 1.18-32). Meu querido irmão, se você tem a certeza de que recebeu a vida eterna por meio de Cristo Jesus, que é o conhecimento do Deus vivo (Jo 15.3), então pode glorificar e adorar a Deus, pois você já é integrante do seu reino (1 Jo 5.11-13).

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A singularidade da Bíblia.


No segundo Domingo de Dezembro o Brasil comemora o Dia da Bíblia. Os cristãos celebram esse Dia com alegria e agradecimento a Deus por conceder sua Palavra, a qual é rara e insuperável. Sua mensagem é confortante, edificante, penetrante e salvadora (Hb 4.12).
Cada livro tem o seu tempo de vida, seu ápice de venda, sua influência, mas depois perde sua utilidade, sendo colocado em uma prateleira de Museu. Ao contrário da Bíblia, sua singularidade é incomparável, sua venda é insuperável, e sua mensagem renovante para cada geração, isso acontece porque a Palavra de Deus é eterna (Sl 119. 89).
A História tem revelado a aversão que muitos reis, imperadores, críticos, ateus, filósofos, têm manifestado para com a Bíblia. Diversos movimentos pelo mundo afora foram levantados e organizados na intenção de destruir esse maravilhoso Livro, porém, como prova de que ele vem de Deus, sua permanência é uma realidade até hoje, vencendo milênios.
Paulo disse que as Escrituras São inspiradas e que são úteis para tudo (2 Tm 3.16). Os que têm se rendido ás verdades divinas sabem do seu grande efeito, de sua eficácia. As mensagens da Bíblia são as mais edificantes, quem lê os salmos 23, 46, 91, o Sermão da Montanha, tem encontrado consolo, alívio e salvação para sua alma.
Ninguém pode negar o poder que a Palavra de Deus tem, inclusive de transformar o homem pecador em uma nova criatura (1 Tm 1.15). A mudança que esse livro tem feito na vida de algumas pessoas provocou reações diversas, até mesmo a criação de Leis e Decretos proibindo sua leitura, ameaçando de morte quem fosse encontrado com um exemplar nas mãos, e não somente isso, mas todos os esforços foram envidados no propósito de erradicá-la de uma vez por toda da face terra.
 No passado, Diocléiso, imperador romano (303 a. D) manifestou sua fúria contra o livro Sagrado, a Bíblia, tendo conhecimento de que os cristãos amavam esse livro, criou decretos ordenando a queima de todos esses livros; sua campanha contra as Escrituras foi pesada, inclusive muitos crentes foram mortos.
 Devido essa severa perseguição muitos cristãos procuraram refugiar-se em cavernas, excluir-se da vida público, de modo que o imperador pensou que havia extinguido esse movimento e o amor pela Bíblia. Ele mandou cunhar em uma medalha a seguinte frase: “O culto aos deuses foi restaurado e o cristianismo destruído.”. Não demorou muito para que Constantino transformasse o cristianismo em uma religião oficial do Estado. 
 Mas não para por aí, os papas colocaram a tradição religiosa acima da Bíblia, os credos passaram a ter mais valor, e muitas pessoas começaram a se apegar a revelações sem sentido. Esses posicionamentos dos papas fizeram com que a Bíblia se tornasse um livro inacessível e de muito mistério para as pessoas simples, de modo que sua leitura passou a ser desprezada. 
Com a chegada da reforma, que colocou a Bíblia nas mãos do povo, os papas começaram a dizer que as pessoas eram incapazes de entender e interpretar a Bíblia, por isso elas precisavam de sua autorização para lê-la, mas jamais interpretá-la. O amor e a confiança nas Escrituras fez com que muitos pagassem com a própria vida. 
Em 1543 um decreto real baseado em atitudes romanistas proibiu o uso da versão de Tyndale e de qualquer outra Escritura sem que o rei permitisse. Eles proibiram a impressão de Bíblias, e quando Tyndale fez o seu Novo Testamento, enviando-os para Inglaterra, esses opositores procuraram adquirir o maior número possível, depois  queimaram-nos. De 18.000 exemplares escaparam somente dois. 
O ódio para com a Palavra de Deus não é algo novo, pois o profeta Jeremias fala de uma ação revoltosa de Joaquim, quando ouviu a leitura de três a quatro páginas do livro feito por Jeudi, que constava a Palavra de Deus, cortou as páginas com um canivete e lançou tudo no fogo (Jr 36.22.23).
O filósofo francês Voltaire afirmou que 100 anos a partir de sua época os cristãos não iriam existir mais, mas foi o contrário, vinte e cinco anos depois de sua morte as mesmas máquinas de imprensa que faziam seus livros foram utilizadas para produzirem Bíblias. 
A existência e sobrevivência da Bíblia é um milagre, e sua singularidade está em sua mensagem, nenhum livro pode ser comparo a ela: Alcorão, Zenda Avesta, Clássicos de Confúcio. Essas obras inspiraram no aspecto apenas do prazer, da moral e outras particularidades, mas jamais estariam no mesmo nível da Bíblia, pois sua mensagem é para fazer nascer um novo homem em Cristo Jesus (1 Pe 1.23).
Além da mensagem de salvação a Bíblia é um livro que gera comportamento saudável para a sociedade: leis, obra de artes, arquitetura, projetos sociais, cultura, pois inúmeros hinos surgiram inspirados em suas páginas seletivas. Ademais, o aspecto divino é o que a caracteriza fortemente, pois suas profecias se cumprem a cada dia, e o seu selo é: “Assim diz o Senhor.”
Festejemos então a singularidade da Bíblia, tendo ciência de que ela é a Santa e Gloriosa Palavra de Deus, a qual pode nos conduzir às verdades eternas, pois assim disse o salmista: Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho (Sl 119.105).
Pr. Osiel Gomes.