Mostrando postagens com marcador apocalipse. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador apocalipse. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Aparecimento de Jesus.

Nessa segunda fase, quando Jesus aparecer em gloria, todo olho o verá. Segundo alguns estudiosos, e na verdade é o que se pode crer e aceitar, tudo será registrado pelos meios de comunicação disponíveis hoje, assim também acontecerá com as duas testemunhas. 
Jesus aparecerá com o mesmo corpo que subiu para o Céu (Ap 1. 7. Mt 24. 30). Quando Jesus aparecer irá destronar todo o poder das nações da terra, será o fim das nações que se rebelaram contra Deus e a sua Palavra, a terra e a natureza sofrerão grandes abalos (Lc 21.25-26). 
Os leitores do livro do apocalipse como também os estudantes de assuntos escatológicos devem ter todo o cuidado necessário para não confundir o Anticristo e o falso profeta com o Diabo. Ao manifestar-se Jesus lançará a trindade satânica: o diabo, o falso profeta e o anticristo no lago de fogo e enxofre, que é o inferno (Ap 14. 9.10;19.20).É diante de todo esse quadro que os Judeus aceitarão o Messias. 
Na presente atualidade muitos judeus não creem no Messias que já veio, alguns têm aceitado a mensagem do Evangelho em relação a Jesus, os quais são chamados de judeus messiânicos. Perante a manifestação do grande poder de Deus os judeus se renderão e aceitarão a Jesus como Senhor e salvador. 
Nesse tempo a conversão dos judeus será grandiosa e em total arrependimento (Is 4. 3; 59. 20-21; Zc 12. 10-14; Os 3.5; Rm 9.27). Seguindo a festa do Dia da expiação e também a festa do tabernáculo, a expressão “afligireis as vossas almas” fala desse grande dia do arrependimento de Israel (Lv 23.27; Is. 66. 8).
A Batalha do Armagedom.
Armagedom quer dizer “Monte de Megido”, esse local já foi palco de grandes batalhas contra Israel e seus inimigos, e sua localização é bem estratégica, é nesse lugar que novamente se dará essa grande batalha. A concentração para essa batalha se dará por meio do incentivo da Besta com um grande exército formado por varias nações, as quais lutarão contra o povo de Deus. 
 Tudo isso é uma ação provocada diretamente pela Besta, que sob a influência do Anticristo congregará diversas nações contra Israel na intenção de acabar de vez com povo. Você deve entender que essa batalha não é diretamente contra Deus, e sim contra Israel, pois jamais alguém poderá lutar pessoalmente contra Deus, além disso, o Diabo já foi derrotado por Cristo. 
O Anticristo visa especialmente Israel, pois como a Igreja já foi arrebatada da terra ele se volta seriamente contra esse povo, visto que ele sabe que Deus tem um plano para com essa nação (Jr 31.35-36). Os judeus lutarão contra o exército da besta (Zc 14.14). Alguns têm entendido a Batalha do Armagedom como sendo apenas simbólica: uma luta entre o bem e o mal. Os que pensam assim dizem que essa luta não é literal. Segundo as Escrituras Sagradas essa batalha será real, analise as seguintes referências: Zc 12.3.9;14.3.
O julgamento das nações. 
 Perceba que aqui é o desencadeamento final, pois já se sabe que esse julgamento já vem acontecendo, isso pode ser visto através das sentenças de juízos enviados pelas taças, pelo toque das trombetas. 
Quando Jesus aparecer a terra estará quase destruída, isto pelo fato de serem desastrosos todos os efeitos das ações de Deus contra a terra, tudo isso é resultado do pecado do homem, Deus está exercendo a sua justiça contra o mundo (Hb 12.29). 
Pelo uso da própria Bíblia, e fazendo uma junção com todos os fatos já narrados em relação à ira de Deus, você pode notar que muitos desastres e mortes já aconteceram, na destruição dos exércitos de Gogue muitos foram destruídos (Ez 38.18-22; Jl 2. 20). 
Na abertura do quarto selo, que será na primeira parte da grande tribulação, um quarto da população será destruída; no toque da quarta trombeta uma grande parte da população perecerá; no toque da sexta trombeta um terço da população será destruída, já na sétima trombeta, que acontecerá durante a segunda metade da grande tribulação, muitos morrerão. 
Serão muitos os efeitos aterrorizantes que acontecerão e que causarão muitas mortes, e quando Cristo se revelar pelo poder de sua Palavra muitos perecerão (Ap 19. 15). 21; Is 66.16. O número dos homens será reduzido (Is 4.1; 13.12.3.25).
 O julgamento das nações tem como propósito separar aquelas que farão parte do Milênio, outras não farão parte do reino do Messias, além disso, elas desaparecerão da terra como nações (Zc 14.16). Analise as três classes de nações que existirão naqueles dias:
a- Ovelhas. São os povos amigos e pacificadores e protetores de Israel. 
b- Bodes. São os inimigos de Israel, aqueles que perseguirão ao povo de Deus e que se aliarão com o Anticristo.
c- Irmãos. São os judeus irmãos de Jesus segundo a carne.
As nações serão julgadas em relação a Israel na medida do tratamento que manifestaram para com o povo de Deus, isso é bíblico (Gn 12.3; Jl 3.2; Mt 25. 41-43). 
Você deve entender que em relação ao julgamento de Israel isso já aconteceu durante boa parte da grande tribulação. Outra coisa importante que deve ser levada em consideração é que Israel não é contado com as demais nações (Ez 20. 34-37; Nm 23. 9; Dt 33.28). 
É no vale de Josafá que acontecerá esse julgamento, alguns dizem que esse vale será criado, pois até hoje ele nunca existiu, por isso não pode ser identificado. Esse vale é mencionado em Jl 3.2,12,18. Certos estudiosos dizem que ele será formado na ocasião em que Jesus descer a terra, tudo isso acontecerá de modo sobrenatural. 
Nesse julgamento haverá uma verdadeira separação dos bodes e das ovelhas, a expressão: “Então dirá aos que estiverem à sua direita...” ,Mt 25. 34 tem um significado especial, pois os bodes serão lançados vivos no inferno, já as ovelhas irão entrar
diretamente no reino de Cristo, que é uma referência ao Milênio. Nesse tempo Israel será uma testemunha viva para as outras nações que entrarem nesse reino. Os anjos irão desempenhar o trabalho de fazer essa separação (Mt 13.41-42).
Pr. Osiel Gomes.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A grande tribulação


O que se pode entender pela expressão grande tribulação? A palavra do Senhor registra a razão de todo o sofrimento do homem: o pecado. Ele é a causa, o pivô de toda a miséria humana ( Gn 3.14-17; Rm 5.12; 6. 23). Deus enviou seu Filho para libertar o mundo do pecado (Jo 3.16-17). Quando o homem reconhece o poder de Deus e se submete ao seu senhorio, o mesmo pode desfrutar das suas bênçãos através de Cristo Jesus (Ef 1. 3).

A Bíblia mostra que todas as tribulações que vieram a Faraó e aos egípcios foram resultados de suas próprias escolhas, sua rebeldia, seu pecado. A grande tribulação é o resultado da rebeldia do homem, de sua teimosia em continuar na prática do pecado. No aspecto escatológico e Bíblico a grande tribulação é descrita de modo estarrecedor, pesaroso, alguns termos severos descrevem esse momento aterrador:

·         Dia do Senhor. Em Todo o Velho Testamento esse momento era descrito como acerto de contas com o Homem (Is 13.6).

·         Dia da Ira do Todo-poderoso (1 Ts 5.9).

·         Ira Futura (Lc 3. 7; 1 Ts 1. 10).

·         Tempo da Angústia (Jr 30.7).

·         Dia de Trevas (Jl 2.2).

 

Nos estudos escatológicos a tribulação é dividida em duas etapas: na primeira fase ela é denominada de “Tribulação”, na segunda fase é chamada de “A grande Tribulação”. Dentro da própria Bíblia podemos perceber o quanto esse dia será pesado (Mt 24.21;Mc13.19).

Os profetas do Velho Testamento falavam desse grande dia, alguns profetizavam em dois sentidos: o próximo e o remoto. O próximo dizia respeito àquele momento que envolveria a ira de Deus para castigar o seu povo, foi o que aconteceu com Israel (Jl 2.2).

O remoto, falava de uma grande tribulação que iria acontecer em tempos futuros (Dn 12.1). Qualquer estudante do assunto pode facilmente perceber que essas profecias envolviam esses dois momentos: o sofrimento e a glória como acontecimentos para aqueles tempos, como também de um sofrimento e uma maior glória para os tempos futuros.

Os propósitos da Grande Tribulação.

 Deparando-nos com os textos proféticos e apocalípticos, ficamos estarrecidos diante do tamanho mal que o Senhor enviará sobre a terra, e interpelamos: isso será realmente literal? qual o propósito de Deus para tamanha ira? Lendo Gl 6.7 Paulo deixa bem claro que o homem colherá aquilo que ele plantou.

Sabemos que o homem foi feito para viver em obediência para com Deus, mas o pecado o desvirtuou do seu caminho certo, assim, desde Adão toda a humanidade tem se tornado pecadora, vivendo em desobediência para com Deus, praticando todo tipo de males, pecados, então, o primeiro propósito da grande tribulação é retribuir o homem por causa dos seus pecados.

O segundo propósito pelo qual virá a grande tribulação tem ligação direta com Israel, Deus tem um acerto de contas com esse povo, pois quando Jesus veio como Messias eles o rejeitaram (Jo 1.11), a grande tribulação preparará esse povo para reconhecer Jesus como o verdadeiro Messias. O profeta Jeremias descreve esse tempo para Israel como “o tempo de angústia de Jacó” (Jr 30.7).

Precisamos estudar Êxodo 23.10-11 e Levítico 25, esses capítulos nos darão uma visão sobre os propósitos de Deus para com Israel, envolvendo o tempo da grande tribulação, que foi estipulado pelos propósitos divinos na busca da purificação de Israel. Sabemos que o Cativeiro Babilônico veio por causa da desobediência desse povo, isso envolvendo o pecado de idolatria, envolvimento com outras nações, mas também Israel pecou desobedecendo a Deus, não seguindo a recomendação de dar descanso à terra, então, os setenta anos de cativeiro foram para esse propósito.

Deus revelou o tempo da tribulação ao profeta Daniel, nessa visão que Daniel recebe estão as respostas de Deus para o mesmo, e que também envolvia o povo judeu, tratando sobre o futuro desse povo. O capítulo 9.20-27 trata das “Setenta Semanas”, elas não apenas querem dizer semanas de dias, mas de anos, para entendermos melhor precisamos seguir a divisão que o próprio anjo faz dessas semanas:

1-      Um grupo de sete semanas.

2-      Um grupo de sessenta e duas semanas.

Esses dois grupos de semanas estavam ligados diretamente com Israel, envolvendo assuntos ainda dos tempos bíblicos. Essas semanas de anos, no seu todo, ficaria em 490 anos; no segundo grupo de sessenta e duas semanas aconteceriam duas coisas: a eliminação de Jesus, o Messias de Deus, e posteriormente a destruição do templo, isso aconteceu no ano 70, d. C., aproximadamente quarenta anos, depois de sua crucificação.

Mas vemos que ainda falta uma semana, que é descrita no livro de Daniel pelo anjo como sendo a terceira semana, conhecida como “Septuagésima Semana”, é nessa que se desenrolará a grande tribulação. Ela é descrita como um período de sete anos, que será dividida em metades iguais (Dn. 9.27), primeiramente, os três anos e meio serão de alegria e paz para Israel, mas no segundo momento será um tempo de sofrimento, angústia.

Que fique bem claro uma coisa: a igreja de Jesus Cristo jamais passará pela grande tribulação, posto que seu alvo é para com os rebeldes pecadores e judeus. Pelo aspecto histórico, a igreja, ao longo de sua existência, tem passado por inúmeras tribulações, como ainda hoje acontece, mas asseveramos que tais tribulações estão apenas no nível disciplinatório e corretivo (2 Co 4.17; Hb 12.6).

Pr. Osiel Gomes.