Já é de praxe, não podemos começar a estudar escatologia bíblica sem que primeiro se estude a situação daqueles que já morreram, é claro que a doutrina escatológica abrange também as pessoas vivas, lhes dando esperança. É essa esperança que faz o crente viver em constante atividade na obra do Senhor: a certeza da sua vinda (1 Co 15. 58; Jo 14. 1.2; At 1. 11).
Entender a situação daqueles que morrem não é apenas uma especulação religiosa, na verdade, todas as religiões do mundo, como também pessoas de todos os níveis e camadas sociais têm procurando saber o destino final do homem. Muitos filósofos se debateram para dar uma resposta convincente para tal questão, o que na verdade ainda não se obteve. Vamos agora analisar os vários posicionamentos de alguns povos quanto à questão da vida após a morte.
1-1 Os gregos. Eles afirmavam que quando uma pessoa morria ia diretamente para um lugar denominado de “Ilhas dos Bem-Aventurados”, as pessoas só poderiam entrar no Campo de Elíseos se fossem boas e se os juízes declarassem sua justiça.
1-2 Os romanos. Diziam que a eternidade era como um espelho desta vida.
1-3 Os budistas e hindus. A vida é uma longa viagem, ou seja, as pessoas vão e voltam, é o que eles chamam de “transmigração”, só depois disso é que a alma está preparada para entrar na morada dos deuses até encontrar seu grau de perfeição.
1-4 Os mulçumanos. Diziam que a morte seria um tipo de punição, mas também de recompensa.
Para alguns filósofos, a morte seria a liberdade da alma da prisão, assim como entendia Platão, ou como dizem os pensadores modernos: é uma viagem infinita. Falar sobre a imortalidade da alma sempre foi uma questão que intrigou e intriga a mente humana, mas sabemos que a vida após a morte é uma realidade bíblica (Dn 12.4; Jo 5.27; 2 Tm 1. 9.10).
O local da habitação dos mortos.
Como são diversas as opiniões acerca da vida do homem após a morte, cada religião tem apresentado seu parecer a esse respeito, para nós cristãos a Bíblia continua sendo a bússola, o mapa que nos dirige ao ponto certo e sem rodeio, podemos tomar como fundamento as palavras de Paulo, quando diz que as Escrituras é útil para tudo (2 Tm 3.16), é Nela que o cristão encontra a verdade.
A Bíblia fala do lugar onde estão os mortos, nas línguas originais aparecem duas palavras que descrevem esses lugares, uma está escrita na língua hebraica, que é chamada de
Sheol. A outra palavra está escrita no grego, que é chamada de Hades, ambas são correlatas. Todas as pessoas que morriam, segundo a Bíblia, desciam para esse lugar, lá eles permaneciam conscientes, os que fossem pecadores desciam para o Hades ou Sheol, já o servo de Deus descia para o paraíso, a única diferença é que era separado por um abismo, esse lugar era também denominado de “Seio de Abraão” (Lc 16.22-23).
Todo estudante das línguas originais da Bíblia sabem que o grego é uma língua riquíssima, foi nesse idioma, o grego koinê, que o Novo Testamento foi escrito, nesse idioma temos três palavras que descrevem o inferno:
1-1 Hades. Lc 16.22-23.
1-2 Geena. Mt 23.33.
1-3 Tártaro. 2 Pe 2.4.
Como dizem os teólogos que estudam sobre a escatologia, após a morte de Cristo tudo foi mudado; com a morte de Cristo tudo foi recolocado em seu devido lugar, pois o pecado, conforme encontramos em Gênesis, estragou tudo. Depois da morte de Cristo o paraíso foi levado para cima, isso pode ser comprovado por meio da afirmação de Cristo. (Lc 22. 43; Ef 4. 8-9 2 Co.12.1-4; Ap 6. 9-10). A morte de Cristo também atingiu todos os santos do Antigo Testamento, pois como visto, a Bíblia diz que sem derramamento de Sangue não há remissão de pecado (Hb 9. 27).
Para onde vai o crente quando morre?
A Bíblia fala que Jesus transferiu o paraíso para cima, depreende-se por meio dessas afirmações bíblicas que o crente salvo, quando morre, vai direto para o Paraíso. Percebe-se, segundo a própria colocação de Paulo, que quando o crente morre passa a estar com o Senhor (2 Co 5. 6-8). Sem duvida alguma, e segundo a própria Palavra de Deus, pode-se afirmar categoricamente que todos quantos morreram em Cristo estão com Ele no paraíso. Quando o cristão morre seu corpo desce para sepultura, mas seu espírito e alma conscientemente permanecem existindo. Em relação à situação do crente e a sua vida depois que morre, veja o que a Palavra de Deus esclarece:
a- Tinham consciência de que depois da morte estariam com o Senhor (Fp 1. 23; Ec 12.7).
b- Tem a esperança de um paraíso futuro. Se eles acreditassem que o Céu ou o inferno fossem aqui na terra não manifestariam tal sentimento (Ap 2. 7; 22.12-1).
c- Segundo as Escrituras todos quantos morrem em Cristo estão em estado de consciência. Foi isso que o próprio Senhor Jesus disse em relação a Abraão, Isaque e Jacó, ao Jesus mencionar essas pessoas Ele falou delas como estando vivas (Mt 22. 32).
d- A morte para o crente é uma benção (Sl 116.15; Ap14.13). Não se deve entender esse assunto, ou seja, a morte, como sendo um tipo de sono. Esse era o pensamento de alguns filósofos, esse pensamento se infiltrou em outros seguimentos religiosos, por exemplo: Sócrates entendia a morte como sendo
um sono. Nas obras de Homero, a bem reconhecida “Ilíada”, ele chamava a morte de irmão gêmeo do sono.
A Bíblia não fala da morte como sendo um sono, quando o faz é num sentido figurado, pois é uma referência a descanso, refrigério. A Palavra do Senhor descreve a vida daqueles que viveram em Cristo aqui nesse mundo, e que partiram para viver com Deus no Paraíso em total estado de alegria e gozo (Ap 20.12). A esperança do crente em se encontrar com Deus, mesmo diante da morte, é aguardada com muita satisfação, foi assim que Davi manifestou esse tipo de sentimento, (Sl 17. 15).
domingo, 27 de março de 2016
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
O Aparecimento de Jesus.
Nessa segunda fase, quando Jesus aparecer em gloria, todo olho o verá. Segundo alguns estudiosos, e na verdade é o que se pode crer e aceitar, tudo será registrado pelos meios de comunicação disponíveis hoje, assim também acontecerá com as duas testemunhas.
Jesus aparecerá com o mesmo corpo que subiu para o Céu (Ap 1. 7. Mt 24. 30). Quando Jesus aparecer irá destronar todo o poder das nações da terra, será o fim das nações que se rebelaram contra Deus e a sua Palavra, a terra e a natureza sofrerão grandes abalos (Lc 21.25-26).
Os leitores do livro do apocalipse como também os estudantes de assuntos escatológicos devem ter todo o cuidado necessário para não confundir o Anticristo e o falso profeta com o Diabo. Ao manifestar-se Jesus lançará a trindade satânica: o diabo, o falso profeta e o anticristo no lago de fogo e enxofre, que é o inferno (Ap 14. 9.10;19.20).É diante de todo esse quadro que os Judeus aceitarão o Messias.
Na presente atualidade muitos judeus não creem no Messias que já veio, alguns têm aceitado a mensagem do Evangelho em relação a Jesus, os quais são chamados de judeus messiânicos. Perante a manifestação do grande poder de Deus os judeus se renderão e aceitarão a Jesus como Senhor e salvador.
Nesse tempo a conversão dos judeus será grandiosa e em total arrependimento (Is 4. 3; 59. 20-21; Zc 12. 10-14; Os 3.5; Rm 9.27). Seguindo a festa do Dia da expiação e também a festa do tabernáculo, a expressão “afligireis as vossas almas” fala desse grande dia do arrependimento de Israel (Lv 23.27; Is. 66. 8).
A Batalha do Armagedom.
Armagedom quer dizer “Monte de Megido”, esse local já foi palco de grandes batalhas contra Israel e seus inimigos, e sua localização é bem estratégica, é nesse lugar que novamente se dará essa grande batalha. A concentração para essa batalha se dará por meio do incentivo da Besta com um grande exército formado por varias nações, as quais lutarão contra o povo de Deus.
Tudo isso é uma ação provocada diretamente pela Besta, que sob a influência do Anticristo congregará diversas nações contra Israel na intenção de acabar de vez com povo. Você deve entender que essa batalha não é diretamente contra Deus, e sim contra Israel, pois jamais alguém poderá lutar pessoalmente contra Deus, além disso, o Diabo já foi derrotado por Cristo.
O Anticristo visa especialmente Israel, pois como a Igreja já foi arrebatada da terra ele se volta seriamente contra esse povo, visto que ele sabe que Deus tem um plano para com essa nação (Jr 31.35-36). Os judeus lutarão contra o exército da besta (Zc 14.14). Alguns têm entendido a Batalha do Armagedom como sendo apenas simbólica: uma luta entre o bem e o mal. Os que pensam assim dizem que essa luta não é literal. Segundo as Escrituras Sagradas essa batalha será real, analise as seguintes referências: Zc 12.3.9;14.3.
O julgamento das nações.
Perceba que aqui é o desencadeamento final, pois já se sabe que esse julgamento já vem acontecendo, isso pode ser visto através das sentenças de juízos enviados pelas taças, pelo toque das trombetas.
Quando Jesus aparecer a terra estará quase destruída, isto pelo fato de serem desastrosos todos os efeitos das ações de Deus contra a terra, tudo isso é resultado do pecado do homem, Deus está exercendo a sua justiça contra o mundo (Hb 12.29).
Pelo uso da própria Bíblia, e fazendo uma junção com todos os fatos já narrados em relação à ira de Deus, você pode notar que muitos desastres e mortes já aconteceram, na destruição dos exércitos de Gogue muitos foram destruídos (Ez 38.18-22; Jl 2. 20).
Na abertura do quarto selo, que será na primeira parte da grande tribulação, um quarto da população será destruída; no toque da quarta trombeta uma grande parte da população perecerá; no toque da sexta trombeta um terço da população será destruída, já na sétima trombeta, que acontecerá durante a segunda metade da grande tribulação, muitos morrerão.
Serão muitos os efeitos aterrorizantes que acontecerão e que causarão muitas mortes, e quando Cristo se revelar pelo poder de sua Palavra muitos perecerão (Ap 19. 15). 21; Is 66.16. O número dos homens será reduzido (Is 4.1; 13.12.3.25).
O julgamento das nações tem como propósito separar aquelas que farão parte do Milênio, outras não farão parte do reino do Messias, além disso, elas desaparecerão da terra como nações (Zc 14.16). Analise as três classes de nações que existirão naqueles dias:
a- Ovelhas. São os povos amigos e pacificadores e protetores de Israel.
b- Bodes. São os inimigos de Israel, aqueles que perseguirão ao povo de Deus e que se aliarão com o Anticristo.
c- Irmãos. São os judeus irmãos de Jesus segundo a carne.
As nações serão julgadas em relação a Israel na medida do tratamento que manifestaram para com o povo de Deus, isso é bíblico (Gn 12.3; Jl 3.2; Mt 25. 41-43).
Você deve entender que em relação ao julgamento de Israel isso já aconteceu durante boa parte da grande tribulação. Outra coisa importante que deve ser levada em consideração é que Israel não é contado com as demais nações (Ez 20. 34-37; Nm 23. 9; Dt 33.28).
É no vale de Josafá que acontecerá esse julgamento, alguns dizem que esse vale será criado, pois até hoje ele nunca existiu, por isso não pode ser identificado. Esse vale é mencionado em Jl 3.2,12,18. Certos estudiosos dizem que ele será formado na ocasião em que Jesus descer a terra, tudo isso acontecerá de modo sobrenatural.
Nesse julgamento haverá uma verdadeira separação dos bodes e das ovelhas, a expressão: “Então dirá aos que estiverem à sua direita...” ,Mt 25. 34 tem um significado especial, pois os bodes serão lançados vivos no inferno, já as ovelhas irão entrar
diretamente no reino de Cristo, que é uma referência ao Milênio. Nesse tempo Israel será uma testemunha viva para as outras nações que entrarem nesse reino. Os anjos irão desempenhar o trabalho de fazer essa separação (Mt 13.41-42).
Pr. Osiel Gomes.
Jesus aparecerá com o mesmo corpo que subiu para o Céu (Ap 1. 7. Mt 24. 30). Quando Jesus aparecer irá destronar todo o poder das nações da terra, será o fim das nações que se rebelaram contra Deus e a sua Palavra, a terra e a natureza sofrerão grandes abalos (Lc 21.25-26).
Os leitores do livro do apocalipse como também os estudantes de assuntos escatológicos devem ter todo o cuidado necessário para não confundir o Anticristo e o falso profeta com o Diabo. Ao manifestar-se Jesus lançará a trindade satânica: o diabo, o falso profeta e o anticristo no lago de fogo e enxofre, que é o inferno (Ap 14. 9.10;19.20).É diante de todo esse quadro que os Judeus aceitarão o Messias.
Na presente atualidade muitos judeus não creem no Messias que já veio, alguns têm aceitado a mensagem do Evangelho em relação a Jesus, os quais são chamados de judeus messiânicos. Perante a manifestação do grande poder de Deus os judeus se renderão e aceitarão a Jesus como Senhor e salvador.
Nesse tempo a conversão dos judeus será grandiosa e em total arrependimento (Is 4. 3; 59. 20-21; Zc 12. 10-14; Os 3.5; Rm 9.27). Seguindo a festa do Dia da expiação e também a festa do tabernáculo, a expressão “afligireis as vossas almas” fala desse grande dia do arrependimento de Israel (Lv 23.27; Is. 66. 8).
A Batalha do Armagedom.
Armagedom quer dizer “Monte de Megido”, esse local já foi palco de grandes batalhas contra Israel e seus inimigos, e sua localização é bem estratégica, é nesse lugar que novamente se dará essa grande batalha. A concentração para essa batalha se dará por meio do incentivo da Besta com um grande exército formado por varias nações, as quais lutarão contra o povo de Deus.
Tudo isso é uma ação provocada diretamente pela Besta, que sob a influência do Anticristo congregará diversas nações contra Israel na intenção de acabar de vez com povo. Você deve entender que essa batalha não é diretamente contra Deus, e sim contra Israel, pois jamais alguém poderá lutar pessoalmente contra Deus, além disso, o Diabo já foi derrotado por Cristo.
O Anticristo visa especialmente Israel, pois como a Igreja já foi arrebatada da terra ele se volta seriamente contra esse povo, visto que ele sabe que Deus tem um plano para com essa nação (Jr 31.35-36). Os judeus lutarão contra o exército da besta (Zc 14.14). Alguns têm entendido a Batalha do Armagedom como sendo apenas simbólica: uma luta entre o bem e o mal. Os que pensam assim dizem que essa luta não é literal. Segundo as Escrituras Sagradas essa batalha será real, analise as seguintes referências: Zc 12.3.9;14.3.
O julgamento das nações.
Perceba que aqui é o desencadeamento final, pois já se sabe que esse julgamento já vem acontecendo, isso pode ser visto através das sentenças de juízos enviados pelas taças, pelo toque das trombetas.
Quando Jesus aparecer a terra estará quase destruída, isto pelo fato de serem desastrosos todos os efeitos das ações de Deus contra a terra, tudo isso é resultado do pecado do homem, Deus está exercendo a sua justiça contra o mundo (Hb 12.29).
Pelo uso da própria Bíblia, e fazendo uma junção com todos os fatos já narrados em relação à ira de Deus, você pode notar que muitos desastres e mortes já aconteceram, na destruição dos exércitos de Gogue muitos foram destruídos (Ez 38.18-22; Jl 2. 20).
Na abertura do quarto selo, que será na primeira parte da grande tribulação, um quarto da população será destruída; no toque da quarta trombeta uma grande parte da população perecerá; no toque da sexta trombeta um terço da população será destruída, já na sétima trombeta, que acontecerá durante a segunda metade da grande tribulação, muitos morrerão.
Serão muitos os efeitos aterrorizantes que acontecerão e que causarão muitas mortes, e quando Cristo se revelar pelo poder de sua Palavra muitos perecerão (Ap 19. 15). 21; Is 66.16. O número dos homens será reduzido (Is 4.1; 13.12.3.25).
O julgamento das nações tem como propósito separar aquelas que farão parte do Milênio, outras não farão parte do reino do Messias, além disso, elas desaparecerão da terra como nações (Zc 14.16). Analise as três classes de nações que existirão naqueles dias:
a- Ovelhas. São os povos amigos e pacificadores e protetores de Israel.
b- Bodes. São os inimigos de Israel, aqueles que perseguirão ao povo de Deus e que se aliarão com o Anticristo.
c- Irmãos. São os judeus irmãos de Jesus segundo a carne.
As nações serão julgadas em relação a Israel na medida do tratamento que manifestaram para com o povo de Deus, isso é bíblico (Gn 12.3; Jl 3.2; Mt 25. 41-43).
Você deve entender que em relação ao julgamento de Israel isso já aconteceu durante boa parte da grande tribulação. Outra coisa importante que deve ser levada em consideração é que Israel não é contado com as demais nações (Ez 20. 34-37; Nm 23. 9; Dt 33.28).
É no vale de Josafá que acontecerá esse julgamento, alguns dizem que esse vale será criado, pois até hoje ele nunca existiu, por isso não pode ser identificado. Esse vale é mencionado em Jl 3.2,12,18. Certos estudiosos dizem que ele será formado na ocasião em que Jesus descer a terra, tudo isso acontecerá de modo sobrenatural.
Nesse julgamento haverá uma verdadeira separação dos bodes e das ovelhas, a expressão: “Então dirá aos que estiverem à sua direita...” ,Mt 25. 34 tem um significado especial, pois os bodes serão lançados vivos no inferno, já as ovelhas irão entrar
diretamente no reino de Cristo, que é uma referência ao Milênio. Nesse tempo Israel será uma testemunha viva para as outras nações que entrarem nesse reino. Os anjos irão desempenhar o trabalho de fazer essa separação (Mt 13.41-42).
Pr. Osiel Gomes.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
A grande tribulação
O que se pode entender pela expressão grande tribulação? A palavra do Senhor registra a razão de todo o sofrimento do homem: o pecado. Ele é a causa, o pivô de toda a miséria humana ( Gn 3.14-17; Rm 5.12; 6. 23). Deus enviou seu Filho para libertar o mundo do pecado (Jo 3.16-17). Quando o homem reconhece o poder de Deus e se submete ao seu senhorio, o mesmo pode desfrutar das suas bênçãos através de Cristo Jesus (Ef 1. 3).
A Bíblia
mostra que todas as tribulações que vieram a Faraó e aos egípcios foram
resultados de suas próprias escolhas, sua rebeldia, seu pecado. A grande
tribulação é o resultado da rebeldia do homem, de sua teimosia em continuar na
prática do pecado. No aspecto escatológico e Bíblico a grande tribulação é
descrita de modo estarrecedor, pesaroso, alguns termos severos descrevem esse
momento aterrador:
·
Dia do Senhor. Em Todo o Velho Testamento esse
momento era descrito como acerto de contas com o Homem (Is 13.6).
·
Dia da Ira do Todo-poderoso (1 Ts 5.9).
·
Ira Futura (Lc 3. 7; 1 Ts 1. 10).
·
Tempo da Angústia (Jr 30.7).
·
Dia de Trevas (Jl 2.2).
Nos
estudos escatológicos a tribulação é dividida em duas etapas: na primeira fase
ela é denominada de “Tribulação”, na
segunda fase é chamada de “A grande
Tribulação”. Dentro da própria Bíblia podemos perceber o quanto esse dia
será pesado (Mt 24.21;Mc13.19).
Os
profetas do Velho Testamento falavam desse grande dia, alguns profetizavam em
dois sentidos: o próximo e o remoto. O próximo dizia respeito àquele momento
que envolveria a ira de Deus para castigar o seu povo, foi o que aconteceu com
Israel (Jl 2.2).
O
remoto, falava de uma grande tribulação que iria acontecer em tempos futuros
(Dn 12.1). Qualquer estudante do assunto pode facilmente perceber que essas
profecias envolviam esses dois momentos: o sofrimento e a glória como acontecimentos
para aqueles tempos, como também de um sofrimento e uma maior glória para os
tempos futuros.
Os propósitos da Grande Tribulação.
Deparando-nos com os textos proféticos e
apocalípticos, ficamos estarrecidos diante do tamanho mal que o Senhor enviará
sobre a terra, e interpelamos: isso será realmente literal? qual o propósito de
Deus para tamanha ira? Lendo Gl 6.7 Paulo deixa bem claro que o homem colherá
aquilo que ele plantou.
Sabemos
que o homem foi feito para viver em obediência para com Deus, mas o pecado o
desvirtuou do seu caminho certo, assim, desde Adão toda a humanidade tem se
tornado pecadora, vivendo em desobediência para com Deus, praticando todo tipo
de males, pecados, então, o primeiro propósito da grande tribulação é retribuir
o homem por causa dos seus pecados.
O
segundo propósito pelo qual virá a grande tribulação tem ligação direta com
Israel, Deus tem um acerto de contas com esse povo, pois quando Jesus veio como
Messias eles o rejeitaram (Jo 1.11), a grande tribulação preparará esse povo
para reconhecer Jesus como o verdadeiro Messias. O profeta Jeremias descreve
esse tempo para Israel como “o tempo de
angústia de Jacó” (Jr 30.7).
Precisamos
estudar Êxodo 23.10-11 e Levítico 25, esses capítulos nos darão uma visão sobre
os propósitos de Deus para com Israel, envolvendo o tempo da grande tribulação,
que foi estipulado pelos propósitos divinos na busca da purificação de Israel.
Sabemos que o Cativeiro Babilônico veio por causa da desobediência desse povo,
isso envolvendo o pecado de idolatria, envolvimento com outras nações, mas
também Israel pecou desobedecendo a Deus, não seguindo a recomendação de dar
descanso à terra, então, os setenta anos de cativeiro foram para esse
propósito.
Deus
revelou o tempo da tribulação ao profeta Daniel, nessa visão que Daniel recebe
estão as respostas de Deus para o mesmo, e que também envolvia o povo judeu,
tratando sobre o futuro desse povo. O capítulo 9.20-27 trata das “Setenta Semanas”, elas não apenas querem
dizer semanas de dias, mas de anos, para entendermos melhor precisamos seguir a
divisão que o próprio anjo faz dessas semanas:
1- Um grupo
de sete semanas.
2- Um grupo
de sessenta e duas semanas.
Esses
dois grupos de semanas estavam ligados diretamente com Israel, envolvendo
assuntos ainda dos tempos bíblicos. Essas semanas de anos, no seu todo, ficaria
em 490 anos; no segundo grupo de sessenta e duas semanas aconteceriam duas
coisas: a eliminação de Jesus, o Messias de Deus, e posteriormente a destruição
do templo, isso aconteceu no ano 70, d. C., aproximadamente quarenta anos,
depois de sua crucificação.
Mas vemos que ainda falta uma
semana, que é descrita no livro de Daniel pelo anjo como sendo a terceira
semana, conhecida como “Septuagésima
Semana”, é nessa que se desenrolará a grande tribulação. Ela é descrita
como um período de sete anos, que será dividida em metades iguais (Dn. 9.27),
primeiramente, os três anos e meio serão de alegria e paz para Israel, mas no
segundo momento será um tempo de sofrimento, angústia.
Que
fique bem claro uma coisa: a igreja de Jesus Cristo jamais passará pela grande
tribulação, posto que seu alvo é para com os rebeldes pecadores e judeus. Pelo
aspecto histórico, a igreja, ao longo de sua existência, tem passado por
inúmeras tribulações, como ainda hoje acontece, mas asseveramos que tais
tribulações estão apenas no nível disciplinatório e corretivo (2 Co 4.17; Hb
12.6).
Pr. Osiel Gomes.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
PREDESTINACÃO, ELEIÇÃO E VOCAÇÃO À LUZ DA BÍLBIA.
Não podemos negar que esse
assunto é por demais controvertido, primeiramente porque foge da nossa
capacidade de compreensão, isto pelo fato de abordar assuntos que na verdade é
da capacidade divina (Dt 29.29).
Como de praxe, sabemos
teologicamente que não podemos, na nossa ínfima compreensão, tentar descobrir
ou conhecer a mente de Deus, o que Ele faria ou deixaria de fazer.
Procurar respostas para saber
a razão de Deus ter deixado o homem pecar seria o mesmo que tentar colocar o
Mar Mediterrâneo em um copo d’água, isso por parte do homem, é claro!
Quando nos detemos à temática
da eleição relacionada à aplicação da redenção de Cristo, isso diz respeito aos
decretos de Deus, subsequentemente relacionado ao decreto da redenção.
Precisamos entender as
seguintes palavras: sublapsarianismo, infralapsarianismo, hipercalvinismo. O
primeiro diz que os decretos de Deus seguem as seguintes ordens:
1- Decreto de Criar.
2- Decreto de permitir a queda.
3- Decreto de prover salvação suficiente para
todos.
4- Decreto de conseguir a salvação apenas
para alguns, ou o decreto da eleição.
O infralapsarianismo está de
acordo com os dois primeiros pontos citados acima, mas faz o decreto de prover
a salvação para os eleitos. Quanto ao hipercalvinismo:
afirma o que é conhecido como sublapsarianismo,
a isto a ordem dos decretos são as seguintes:
1- O decreto de salvar alguns e rejeitar
outros.
2- O decreto de criar tanto os que vão ser
salvos quanto os que vão ser rejeitados.
3- O decreto de permitir a queda dos dois
grupos.
4- O decreto de permitir a salvação apenas
para os eleitos.
Definição
de Eleição.
Podemos entender que eleição é
o ato soberano de Deus, que através da graça
escolheu em Cristo para a salvação todos aqueles que previamente Ele
sabia que O aceitariam. Esse tipo de eleição pode ser definida no seu aspecto
redentor.
Devemos entender que existe
outro tipo de eleição, esta é denominada de “eleição para privilégios exteriores” (Lc 6. 13; At 13.17; Rm 9. 4;
11 28). Isso é importante para que não façamos confusão quanto à “eleição redentiva” e a eleição de
privilégios exteriores. Vamos agora abordar a eleição e predestinação nos
seguintes termos:
Eleição e Presciência.
A eleição é um ato soberano de
Deus, isso porque Ele não sofreu nenhuma pressão para nos salvar, pelo
contrário, sua decisão em nos salvar é um ato através da sua graça, por isso
sabemos que Deus não podia nos escolher em si mesmo, isso por causa dos nossos
pecados, então, através dos méritos de Cristo somos escolhidos Nele.
As Escrituras Sagradas falam
da eleição baseada na presciência divina (Rm 8.29,30; 1 Pe 1.1-2); ou seja, em
sua presciência divina Deus tem consciência do que cada ser humano vai fazer
com a capacidade restaurada, e elege os homens para a salvação em relação com o
seu conhecimento de escolha que fazem a respeito de Deus.
É bom lembrar que Deus
restaurou no homem a capacidade suficiente para fazer a escolha, nesse caso o
homem tem a capacidade de fazer a escolha da submissão a Ele. É claro que não
existe nas Escrituras sagradas elementos que caracterizam a presciência de Deus
determinando a sua escolha, mas através do conteúdo bíblico vemos que o homem é
responsável pela aceitação ou rejeição da salvação, isso porque Deus já se
revelou ao próprio homem, sendo assim, essa revelação serve de fundamento para
a própria eleição do homem.
Predestinação.
A palavra predestinar aparece na Versão Autorizada somente em Rm 8.29-30. A
palavra predestinado aparece em Ef 1.5-11. A Versão Americana traduz como
predeterminado. A Versão Autorizada apresenta o termo predeterminado em 1 Pe
1.20. A Versão Padrão Americana muda essa palavra para “predeterminado”.
Scofield define a palavra
predestinação da seguinte maneira: “O exercício eficaz da vontade de Deus pelo
qual a coisas de antemão determinadas por Ele são levadas a acontecer”.
Podemos afirmar que predestinação, quando
relacionada à redenção, significa que na eleição Deus decidiu salvar aqueles
que aceitarem Seu Filho e a salvação oferecida, na predestinação Ele determinou
cumprir cabalmente esse propósito.
Pontos Controversos.
Quanto
a Eleição e Presciência Divina.
Como já falamos anteriormente,
a eleição e presciência divina estão de acordo com a Bíblia Sagrada, surgem
alguns pontos controversos no que tange à questão da “eleição condicional”, pois nessa colocação eles dizem que Deus é a
causa eficaz do pecado.
Temos que entender que quanto
à questão da eleição e da presciência divina citadas em Rm 8.28-30 e 1 Pe 1.1-2
alguns tentam interpretar a presciência de
Deus de modo arbitrário, sendo assim, não há diferença entre os decretos
eficazes e permissivos de Deus.
O que podemos compreender
diante de tudo isso é que Deus sabia que o pecado entraria no mundo sem que
isso fosse decretado eficazmente por Ele. Como também Deus sabia como o homem
reagiria sem eficazmente decretar como devia fazê-lo, mas assim Ele permitiu,
no entanto, o seu plano seria levado a efeito pelo fato Dele prever o que iria
acontecer e ter deixado acontecer.
Salvação Para todos.
Quando abordamos esse assunto
da salvação para todos, duas coisas devem ser levadas a efeitos: primeiramente,
a questão da salvação para todos na verdade essa é uma temática bíblica da qual
não podemos fugir (Jo 3.16; Mt 11.28.29; 1 Tm 2. 6; 2; Pe 2. 1; 3.9; Hb 2.9; 1 Jo 2.2; Ez 18. 32). Em segundo
lugar, devemos atentar para o convite da salvação, conclui-se que o convite da
salvação estende-se a todos os homens mediante a obra eficaz da regeneração de
Deus através de Cristo Jesus.
Quanto a Justiça Divina.
Biblicamente sabemos que Deus
é justo, a justiça é o fundamento do seu trono (Sl 97.2), diante disto surge a
seguinte pergunta: como pode um Deus que é tão justo e bom escolher dentre a
humanidade pessoas que são pecadoras, condenadas no pecado, providenciar
salvação para alguns desses e não fazer nada pelos outros?
Nesse caso Deus não estaria
sendo parcial? Afirmamos que a graça de Deus é Universal, ela está disponível a
todos os homens, e através de Cristo o homem tem a sua capacidade restaurada,
quando Nele crer como o Filho de Deus para querer fazer a Sua vontade. Textos
problemáticos: Mt 11.21-23; Ez 3.17-19.
Quanto
a Missão de se pregar o Evangelho a Toda a Criatura. Mc. 16. 15.
Se arbitrariamente Deus já
escolheu os que vão para o Céu e os que vão para o Inferno, então é inútil o
esforço missionário, evangelístico; é inútil suportar as aflições, desafios,
ameaças, perseguições e até morte por causa de Cristo. Através da Palavra de
Deus vemos que Jesus enviou os seus discípulos a pregarem o Evangelho para a
salvação dos homens.
Refutação quanto ao Ponto de vista da
Eleição.
Vamos
analisar alguns pontos que de certa forma representam uma dificuldade, pois é
certo que existem algumas questões que não podem ser solucionadas. Vejamos:
1- Algumas
pessoas que foram dadas a Cristo. Jo 6. 36; 17.2,6, 9.
Pelo uso desses textos se
argumentam que Deus escolheu de modo arbitrário alguns, enquanto outros foram
designados para que perecessem.
Ø
Refutação.
Quanto a essa questão não podemos dizer que Deus deu certas pessoas a
Cristo e outras não, na verdade isso vai de encontro ao caráter de Deus; o que
fez com que Deus escolhesse essas pessoas previamente foi tão somente pelo fato
Dele saber os que elas iriam fazer do que simplesmente exercer autoridade
soberana.
2- Ninguém
vem a Cristo se o Pai não o trouxer.
Parece um paradoxo, pois ao
mesmo tempo que a Bíblia diz que ninguém pode vir a Cristo se o Pai não o
chamar, ao mesmo tempo as Escrituras dizem que Cristo atrairia muitos a Ele (Jo
6. 44; Jo 12. 32). Faz-se necessário analisarmos meticulosamente a palavra
grega helkuo, que significa puxar uma
rede (Jo 21.6-11), uma espada (Jo 18.10), como também essa palavra pode ser
aplicada a uma pessoa que é puxada a força, contra o seu próprio querer (At
21.30; 16.19; Tg 2.6).
3- Quanto
à citação de Fp 2.13.
Os que defendem a eleição
dizem que o homem não pode fazer nada até o momento em que Deus tome a
iniciativa de fazer alguma coisa nesse nele. Na verdade eles se esquecem de que
tal texto não está se referindo às pessoas não salvas, e sim a pessoas salvas.
O que Paulo estava dizendo é
que os Filipenses deveriam desenvolver a sua salvação com temor e tremor, dessa
forma o apóstolo os encoraja a fazer isso pela certeza de que Deus efetuará
tudo isso em suas vidas, isso é possível quando se está disposto a buscar o que
Deus oferece através de Cristo. (Jo 5.40).
4- Concernente
a Jacó e a Esaú. (Rm 9.13).
Os que defendem a maneira
arbitrária da eleição sustentam o argumento de Jacó e Esaú, dizendo que eles
não fizeram nem bem e nem mal, sendo assim, Deus escolheu a Jacó ao invés de
Esaú.
É bem verdade que eles ainda
não tinham feito nem bem e nem mal, contudo, quiçá, sabemos que Deus, na sua
onisciência, sabia muito bem tanto o que Jacó iria fazer como também Esaú, pode
se perceber isso pelas escolhas de Jacó, que mesmo na sua fraqueza tendia para
as coisas de Deus, quanto a Esaú, ele profanou as coisas de divinas (Hb 12.16).
Outra coisa que deve se dito
dessa escolha é que Jacó não foi escolhido para salvação e sim para privilégios exteriores, nacionais. Deus,
sabendo que Jacó e sua descendência penderiam mais para as coisas espirituais
mais do que a família de Esaú, escolheu Jacó para firmar uma aliança que ele e
seus descendentes viriam a gozar posteriormente.
5- Concernente
a Faraó.
Em
se tratando desse caso de Faraó, podemos entender que Deus o tomou como modelo
por saber que o tal não se renderia à sua vontade, ele poderia estar no Egito
ou em qualquer outro lugar, ainda assim seria contrário ao querer de Deus. Pela
própria leitura do livro de Êxodo se percebe que o coração de Faraó era
endurecido antes que Deus fizesse isso (Êx 4.21; 7.3; 14.4). Somente depois da
constante rebeldia de Faraó foi que Deus de fato endureceu seu coração (Êx
9.12).
Diante de tudo o que Deus fazia Faraó
mostrava-se insensível, indiferente, incrédulo, desse modo ele foi fechando seu
coração mais e mais para Deus e suas obras, de modo que se tornou obstinado,
sendo assim, por definitivo Deus apenas completou o que de fato já vinha
acontecendo: o coração de Faraó foi endurecido definitivamente. A análise
desses textos é de fundamental importância: Êx 7.13,22; 9.34, 35; Hb 8.,11,15.
6- Concernente
a At. 13.48.
Nesse texto aparece a seguinte
expressão: “Creram todos os que haviam
sido determinados para vida eterna”. Através desse texto podemos entender
que Paulo não está tratando de “decreto absoluto”, ele diz que os judeus,
através de suas próprias escolhas rejeitaram a mensagem da salvação, ou seja,
através dessa escolha feita por eles a escolha individual resolveu a questão.
7- Referente
à Ef 1. 5.8; 2.10.
Esse texto mostra a salvação
sendo uma procedência totalmente divina através da sua graça, é dessa forma que
Deus escolhe as pessoas, mediante a sua graça. Deus toma a iniciativa através
da sua graça manifestada para com o pecador, sem esse pressuposto nenhum homem
seria salvo, deve se levar em consideração que só a graça, conforme manifestada
na Bíblia, não salva o homem, a graça manifestada no pecador capacita-o a
escolher a quem vai servir.
8- Arrependimento
e fé no processo da salvação do homem.
Tanto o arrependimento quanto
a fé trabalham no processo da salvação, os dois são vistos nas Escrituras
Sagradas como dádivas de Deus ao homem, soariam um pouco estranha a idéia de
Deus chamar os homens em todos os lugares ao arrependimento quando apenas
algumas pessoas recebem a dádiva do arrependimento e da fé (At 17. 30; 5.31;
11.18. 2 Pe 3. 9. 2 Tm 2. 25; Mc 1. 14. 15).
9- Quanto
ao Plano de Deus.
Os que defendem a
predestinação incondicional e absoluta asseguram que se assim não for todos os
planos de Deus são incertos e sujeitos a abortar. Corroboramos que isso poderia
acontecer se Deus não previsse que o homem iria cair e não planejasse algo para
o homem pecador, como Deus previu que tudo isso ia acontecer, deu
prosseguimento ao plano das épocas, portanto, confirmamos que seu plano é
perfeito (Gl 4.4).
A Vocação.
A
vocação fala do chamado de Deus, esse é um ato maravilho que se destaca pela
manifestação da graça de Deus onde todos os homens são chamados para aceitarem
pela fé a salvação através do sacrifício de Cristo Jesus.
O
Grande Teólogo Strong faz distinção entre o chamado geral ou externo, e o
chamado especial. O chamado geral é destinado a todas as pessoas; quanto ao
chamado especial ou eficaz, diz respeito aos eleitos. O chamado Geral engloba:
1- Todas as Pessoas. Mt. 11. 28. Jo. 3.
15.16; 4.14; 11. 26. Ap. 22. 17. Is. 45. 22.
Ez. 33. 11. Mt. 28. 19. Mc. 16.
14. Jo. 12. 32. 1 Tm. 2. 4. 2 Pe. 3. 9.
Esses versículos põem por terra a posição de Strong do chamado geral e dos
eleitos, ou dos especiais. O único obstáculo à salvação do homem é a sua
vontade.
A
Razão do Chamado. Ef. 1. 18-19.
Todos
os crentes deveriam ter em mente a razão pela qual Deus nos chamou e porque nos
chamou. Na verdade, não fomos chamados primeiramente para sermos Igreja, para
reformas de vida, para as boas obras, para o batismo, essas coisas que
praticamos são na verdade os resultados daquilo para o qual fomos chamados.
Podemos inferir desses textos
citados abaixo que Deus não chama ninguém para fazer algo que não possa fazer
ou para o que Ele não esteja ansioso para ajudá-lo fazer. Mt 3. 2.4; Mc 1. 14.15; At 2. 38; At 16.31; 19.4 Rm 10. 9; 1 Jo 3.23.
Esses versículos mostram que fomos chamados para o arrependimento como também
para a fé.
São
diversos os meios pelos quais Deus usa para chamar o homem ao plano da
salvação, vejamos:
a- Pela Sua Palavra. Rm 10. 16-17; 2 Ts 2.
14.
b- Ele chama os homens através do seu
Espírito. Jo 16.8; Gn 6. 3; Hb 3. 7-8.
c- Ele chama os homens através dos seus
servos. 2 Cr 36. 15; Jr 25. 4. Mt 22. 4-9.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Por que devemos atentar para os sinais?
Um sinal
pode ser descrito como um elemento que serve de advertência, possibilitando um
reconhecimento prévio de alguma coisa. Nesse particular, entendemos que Jesus
falou de sinais comuns, que fazem parte dos acontecimentos triviais da vida,
levando os homens a fazerem suas previsões, como é o caso da meteorologia (Mt
16.2,3), e os sinais de categoria espiritual, esses alertam para o aspecto
escatológico da vinda de Cristo e implantação do seu reino.
Os
sinais, na categoria escatológica, não devem ser temidos pelos crentes, seu
objetivo não é criar confusões, temor, especulações, antes, Jesus quer que os
observemos para entendermos que seu grande reino se aproxima (Mc 13.28,29).
Muitas
confusões estão surgindo na observação desses sinais pelo fato daqueles que o
analisam não atentarem para o que Jesus falou: a importância do discernimento
deles. É óbvio que os sinais naturais servem para nossa época ou tempo (Lc
12.54,56), mas existem os sinais que apontam para a vinda de Cristo, tanto para
sua primeira vinda como o Messias, como também para a segunda vinda, na qual
Ele se revelará ao mundo como o grande rei.
Os
milagres operados por Jesus e seus discípulos não tinham um fim em si mesmo,
antes declaravam que o reino havia chegado (Mt 12.28; Jo 20.30.31; At 5.12; Rm
15.19). Precisamos entender que duas coisas caracterizam os sinais: os milagres
divinos e os acontecimentos comuns, isso porque nos acontecimentos comuns desta
vida podem estar presentes os sinais do reino, daí a necessidade de se analisar
os sinais conforme Jesus falou.
Há um
propósito divino em conceder os sinais para o seu povo: a certeza da vinda do
seu reino, isso gera conforto, alegria no coração do crente transformado, pois
sua mente passa a compreender de fato que Deus está trabalhando para implantar
sua nova ordem, seu governo divino na terra. Jesus falou, quando deu explicação
de alguns sinais aos seus discípulos, que eles deveriam alegrar-se, pois a redenção
estava próxima (Lc 21.25-28).
Os
sinais, quando bem analisados, deixam claro que o reino de Cristo já está entre
nós, especialmente na vida daqueles que se renderam a Cristo como Senhor e
salvador (Lc 17.21). Mas os sinais também têm seus aspectos escatológicos,
apontando para a vinda do reino futuro Cristo.
A prova
de que os sinais são tão evidentes nos nossos dias é que existe uma luta constante
entre a luz e as trevas. Dessa batalha Paulo falou com muita precisão, deixando
claro que sua natureza é puramente espiritual (Ef 6.12). Estamos vivendo em um
mundo onde as pessoas estão fazendo de tudo para tirar Deus do centro, para que
a Bíblia seja descartada, disso Paulo já falava também.
A
expressão “sinais dos tempos” refere-se
à época atual, nesse intervalo entre a primeira e a segunda vinda de Jesus
Cristo. Essa nossa época, até a vinda e manifestação de Cristo, será marcada
por essa grande batalha espiritual, da qual Paulo falou, e podemos asseverar
com base bíblica que nada vai melhorar, e sim piorar, por isso estamos
presenciando uma geração que se afasta de Deus (2 Tm 3.1-5).
Acima
mencionamos que os propósitos dos sinais não são para ficarmos criando
especulações sobre o Dia da volta de Cristo, pois ao longo da história da
igreja muitos aventureiros procuraram datar o seu retorno através de cálculos,
dentre esses citamos as testemunhas de Jeová, que afirmaram que os últimos dias
iniciaram-se em 1914.
Os
sinais realizados por Jesus e os acontecimentos habituais, buliçosos, declaram
que a vinda de Cristo se aproxima, esses sinais começaram a acontecer desde a
primeira vinda de Jesus, deles os discípulos foram alertados (Mt 24.6), assim,
entendemos que naquela época esses sinais já estavam presentes, de modo que o
elemento tempo, ou o quando eles aconteceriam é entre a primeira e a segunda
vinda de Jesus Cristo.
Uma
prova clara de que os sinais já estavam presentes nos dias dos discípulos é bem
reforçado por João (1 Jo 2.18), tais sinais vão prosseguir até a segunda
manifestação de Cristo. Lendo Mateus 12.28 entendemos que, por causa de sua
primeira vinda, Jesus já está reinando, desse modo os sinais passaram a fazer
parte de todos os acontecimentos que se desenrolam no cenário humano, de modo
que eles perdurarão até a sua segunda vinda.
Em uma
análise bem precisa de alguns textos do Evangelho, podemos entender claramente
que Jesus falou de acontecimentos que serviriam como sinais para o tempo do fim
(Mt 24; Mc 13; Lc 21), mas Ele vaticinou sinais que teriam ligações direto com
seu ministério, que envolveria lutas, perseguições e traições (Mt 26.27; Lc
22.23).
Os sinais
estão acontecendo constantemente, porém, é de grande relevância que o cristão
não se torne um neurótico em suas análises, nem fique dando crédito a todo tipo
de acontecimento como se fossem realmente sinais da volta de Jesus. Paulo falou
que não é qualquer sinal que de fato está relacionado com a vinda de Jesus (2
Ts 2.9), tal posicionamento é reforçado pelo apóstolo João (1 Jo 4.1).
Portanto,
como cristãos aguardemos a volta de Jesus com alegria, sabendo que nossa
redenção se aproxima, e que logo, logo, Ele trará justiça e juízo contra todos
os males presentes no mundo (Rm 1.18-32). Meu querido irmão, se você tem a
certeza de que recebeu a vida eterna por meio de Cristo Jesus, que é o conhecimento
do Deus vivo (Jo 15.3), então pode glorificar e adorar a Deus, pois você já é
integrante do seu reino (1 Jo 5.11-13).
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
O melhor Natal.
Nessa data as pessoas se apressam para fazer o melhor natal possível, juntam a família, compram presentes, montam o pinheiro, fazem jantares caríssimos. Mas essa realidade de um bom natal só é para alguns, pois para outros a data do natal é marcada de tristeza e escuridão.
Data como a do Natal é manchada por suicídios, isso devido à solidão que muitas pessoas sofrem, o abandono, o descaso. É impossível construir um natal perfeito em meio a uma sociedade utilitarista, materialista, egoísta, sem um coração realmente transformado pela mensagem de Cristo.
À luz do contexto bíblico, o melhor natal só começa quando a mensagem do Evangelho é recebida, pois mediante ela o homem passa a ter uma nova vida. O melhor natal começa com a exclusão da desigualdade.
O texto diz que quem primeiro ouviu a voz dos anjos foram os pastores.O teólogo Lawrence O. Richards, no seu Guia do Leitor (2005.653), tem uma boa explicação sobre os pastores: “... os pastores, no século I, pertenciam a uma classe social bastante baixa. Nada mais apropriado do que anunciar as Boas-Novas primeiramente aos comuns do povo e não aos ricos e famosos”.
O cenário descrito sobre o nascimento de Jesus era de extrema pobreza, não havia nada de luxo, sendo o Salvador rico e cheio de glória, para deixar ao mundo a mensagem de que a vida e a alegria são para todos, independentemente da condição financeira.
Os pastores pobres estavam no campo guardando seus rebanhos, mas foi primeiramente a eles que o melhor natal aconteceu. Através do nascimento de Jesus muitas vidas foram abençoadas, Ele valorizou escravos, homens, mulheres, crianças, sem preconceito, racismo. Excluir a desigualdade social e partilhar junto o amor, a verdade, esse sim é o melhor natal.
Outra coisa que pode caracterizar um verdadeiro natal, para que ele seja o melhor, é que a glória de Deus esteja presente. O texto diz que a glória do Senhor os cercou de resplendor. Nas páginas do Velho Testamento, quando Deus se manifestava, sempre sua glória estava presente (Êx 16.10).
O natal dos pastores foi o melhor do mundo porque através de Cristo foram honrados com a melhor mensagem: “Nasceu o Salvador do mundo.” Os corações desses não favorecidos, esquecidos pela sociedade, considerados lástimas, são os primeiros a serem cercados com o brilho do Salvador, recebendo a mensagem que tiraria os temores dos seus corações.
O melhor natal se reveste de uma mensagem que faça o rosto de outras pessoas brilharem, que lhe estimule a prosseguir, a vencer na vida. Às vezes nossas mensagens são negativas, sem conteúdo, sem esperança, o que torna a vida de outros tediante, frustrante. A mensagem que os anjos levaram aos pastores era marcada de alegria, não somente para os pastores, mas para todo povo.
O melhor natal é aquele onde Jesus é o centro de tudo, no texto de Lucas 2.8-10 todo o roteiro gira em torno Dele, pois Ele é o protagonista principal, o salvador. É bom entender que Jesus como salvador não está no nível de qualquer político, sua excelência é vista na palavra Cristo e Senhor.
Cristo Jesus é o Messias enviado por Deus para a salvação de toda humanidade. Como Senhor Ele não está no mesmo patamar dos césares, reis, imperadores, mas sim como Aquele que viria para redimir, libertar e salvar a todos que estavam sofrendo no pecado.
O natal de hoje é comercial, seu grande representante é o dito “Pai Noel”, figura que em momento algum entra no contexto bíblico. Em torno desse personagem são feitas caricaturas; lojas, shopping, casas, tudo é enfeitado com essa figura, que nunca realizou qualquer ato salvador, redentor.
A figura central do melhor natal é Cristo, através do seu nascimento humilde Ele nos ensina o bem da simplicidade, o valor que devemos dar aos outros, a importância de partilhar com os pobres. Os anjos disseram que os pastores iram encontrar uma criança envolto em panos e deitado numa manjedoura. Este é o sinal do verdadeiro significado do natal: Jesus.
Nossas crianças estão comemorando um natal onde o Cristo divino não é a figura principal, nem estão aprendendo a lição máxima dessa data especial: humildade. A glória, o brilho de muitos natais está nos presentes caros, nas noites luxuosas, requintadas, nas amizades selecionadas. Mas o melhor natal só pode acontecer por meio da ação de Deus, através Dele o homem pode desfrutar da verdadeira paz.
Muitos têm citado o versículo 14 de Lucas de modo errado, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra aos homens de boa vontade”. A citação está errada, pois na sua originalidade o texto diz assim: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”. Como falamos no início, para muitos a data do natal será de tristeza, dor, solidão, guerra. Estamos vivendo em um mundo onde a paz está distante de nós, onde as diferenças raciais aumentam a cada dia, onde atos desumanos crescem cada vez mais, portanto, posso dizer que o melhor natal ainda é algo utópico.
Só teremos o melhor natal quando nos rendermos à mensagem do Evangelho, pois somente ele tem a paz que precisamos ter em nossos corações para levar as melhores notícias às pessoas. A “Boa Vontade”, que falaram os anjos, trata-se do querer de Deus em salvar todos os homens (1 Tm 2.4).
Pr. Osiel Gomes.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
A singularidade da Bíblia.
No segundo Domingo de Dezembro o Brasil comemora o Dia da Bíblia. Os cristãos celebram esse Dia com alegria e agradecimento a Deus por conceder sua Palavra, a qual é rara e insuperável. Sua mensagem é confortante, edificante, penetrante e salvadora (Hb 4.12).
Cada livro tem o seu tempo de vida, seu ápice de venda, sua influência, mas depois perde sua utilidade, sendo colocado em uma prateleira de Museu. Ao contrário da Bíblia, sua singularidade é incomparável, sua venda é insuperável, e sua mensagem renovante para cada geração, isso acontece porque a Palavra de Deus é eterna (Sl 119. 89).
A História tem revelado a aversão que muitos reis, imperadores, críticos, ateus, filósofos, têm manifestado para com a Bíblia. Diversos movimentos pelo mundo afora foram levantados e organizados na intenção de destruir esse maravilhoso Livro, porém, como prova de que ele vem de Deus, sua permanência é uma realidade até hoje, vencendo milênios.
Paulo disse que as Escrituras São inspiradas e que são úteis para tudo (2 Tm 3.16). Os que têm se rendido ás verdades divinas sabem do seu grande efeito, de sua eficácia. As mensagens da Bíblia são as mais edificantes, quem lê os salmos 23, 46, 91, o Sermão da Montanha, tem encontrado consolo, alívio e salvação para sua alma.
Ninguém pode negar o poder que a Palavra de Deus tem, inclusive de transformar o homem pecador em uma nova criatura (1 Tm 1.15). A mudança que esse livro tem feito na vida de algumas pessoas provocou reações diversas, até mesmo a criação de Leis e Decretos proibindo sua leitura, ameaçando de morte quem fosse encontrado com um exemplar nas mãos, e não somente isso, mas todos os esforços foram envidados no propósito de erradicá-la de uma vez por toda da face terra.
No passado, Diocléiso, imperador romano (303 a. D) manifestou sua fúria contra o livro Sagrado, a Bíblia, tendo conhecimento de que os cristãos amavam esse livro, criou decretos ordenando a queima de todos esses livros; sua campanha contra as Escrituras foi pesada, inclusive muitos crentes foram mortos.
Devido essa severa perseguição muitos cristãos procuraram refugiar-se em cavernas, excluir-se da vida público, de modo que o imperador pensou que havia extinguido esse movimento e o amor pela Bíblia. Ele mandou cunhar em uma medalha a seguinte frase: “O culto aos deuses foi restaurado e o cristianismo destruído.”. Não demorou muito para que Constantino transformasse o cristianismo em uma religião oficial do Estado.
Mas não para por aí, os papas colocaram a tradição religiosa acima da Bíblia, os credos passaram a ter mais valor, e muitas pessoas começaram a se apegar a revelações sem sentido. Esses posicionamentos dos papas fizeram com que a Bíblia se tornasse um livro inacessível e de muito mistério para as pessoas simples, de modo que sua leitura passou a ser desprezada.
Com a chegada da reforma, que colocou a Bíblia nas mãos do povo, os papas começaram a dizer que as pessoas eram incapazes de entender e interpretar a Bíblia, por isso elas precisavam de sua autorização para lê-la, mas jamais interpretá-la. O amor e a confiança nas Escrituras fez com que muitos pagassem com a própria vida.
Em 1543 um decreto real baseado em atitudes romanistas proibiu o uso da versão de Tyndale e de qualquer outra Escritura sem que o rei permitisse. Eles proibiram a impressão de Bíblias, e quando Tyndale fez o seu Novo Testamento, enviando-os para Inglaterra, esses opositores procuraram adquirir o maior número possível, depois queimaram-nos. De 18.000 exemplares escaparam somente dois.
O ódio para com a Palavra de Deus não é algo novo, pois o profeta Jeremias fala de uma ação revoltosa de Joaquim, quando ouviu a leitura de três a quatro páginas do livro feito por Jeudi, que constava a Palavra de Deus, cortou as páginas com um canivete e lançou tudo no fogo (Jr 36.22.23).
O filósofo francês Voltaire afirmou que 100 anos a partir de sua época os cristãos não iriam existir mais, mas foi o contrário, vinte e cinco anos depois de sua morte as mesmas máquinas de imprensa que faziam seus livros foram utilizadas para produzirem Bíblias.
A existência e sobrevivência da Bíblia é um milagre, e sua singularidade está em sua mensagem, nenhum livro pode ser comparo a ela: Alcorão, Zenda Avesta, Clássicos de Confúcio. Essas obras inspiraram no aspecto apenas do prazer, da moral e outras particularidades, mas jamais estariam no mesmo nível da Bíblia, pois sua mensagem é para fazer nascer um novo homem em Cristo Jesus (1 Pe 1.23).
Além da mensagem de salvação a Bíblia é um livro que gera comportamento saudável para a sociedade: leis, obra de artes, arquitetura, projetos sociais, cultura, pois inúmeros hinos surgiram inspirados em suas páginas seletivas. Ademais, o aspecto divino é o que a caracteriza fortemente, pois suas profecias se cumprem a cada dia, e o seu selo é: “Assim diz o Senhor.”
Festejemos então a singularidade da Bíblia, tendo ciência de que ela é a Santa e Gloriosa Palavra de Deus, a qual pode nos conduzir às verdades eternas, pois assim disse o salmista: Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho (Sl 119.105).
Pr. Osiel Gomes.
Assinar:
Postagens (Atom)